domingo, 15 de agosto de 2010

Eu e meus discos;

Tentei colocá-lo em um pedestal, mas ele continuou a dançar.Enquanto suas nuvens choravam, seu solo tornava-se fértil. Tentei emoldurá-lo; preguei-o na parede fria. Ele sangrou e aquele líquido alimentou as criaturas do submundo. Já cansada, tentei impressioná-lo. Apresentei-lhe o canto dos pássaros e os esconderijos dos parreirais. Deitamos aos pés das arvores mais robustas. Observamos o céu mudar de cor. De repente, me vi sozinha. Trancada entre quatro paredes úmidas. Eu e meus discos.Meu ultimo romance coube em uma bolha. Eu lembro de ter tentado segurá-la com a ponta dos meus dedos. Mas, ela acabou furando e restaram apenas algumas gotas de sabão no chão.

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