domingo, 19 de setembro de 2010

óbito

Ah, e eu quero a morte.
Quero-a por ser menos dolorosa, por ser calma e esplendida.
Quero-a por não ser tão angelical e nem tão perversa.
A quero como te quero bem, no então também não quero tanto assim.
Se ela também me quisesse talvez não houvesse tal exatidão, for tão exato assim me assusta me assombra os mais profundos dos meus leitos passados.
Os pelos de meu braço se arrepiam causando total paralisia das emoções, a que permanece é a plena frieza, o não-emotivo, o não expresso.
Aquilo que não vejo já não me assusta, por isso a quero. Por não ter sido vista e nem sentida tanto quanto pelos fortes como também pelos fracos;
Sois tão cautelosas, não comete erros em suas escolhas, apenas leva o que já não é nosso. Alma. Fria. Quieta, tão silenciosa quanto às folhas secas de um outono passado.
Vagando por ai ela, a morte, pode ser expressa por um espírito que vaga, com uma capa preta de capuz e uma foice em mãos. Ou pode-se caracterizá-la como uma pessoa comum que vem até nós no intuito de aliviar a aflição.
Prefiro, pessoalmente, a segunda opção, entre as escolhas já feitas (e as não feitas) escolho aquela que esta “entre”, esta ali... Disposta a ser vista, ouvida, escolhida.
Aquela que posso voltar atrás e catar pelas pedras do caminho já percorrido.
Ah, eu a quero.
Quero por ser límpida.
Por ser tão imensa, e tão cubículo ao mesmo.
Ah quero por simples pose, mesmo que não seja de ninguém, e nós sermos dela tanto quanto A+B=AB.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Minha poesia

Palavras, por um alguém, escritas aqui.
Outro alguém, por hora, tentara entender, decifrar...
Esquecendo-se, de que só é compreensível a quem escreveu.
Silencioso, como se fosse poesia de cego.
Inesperada, como a morte do amor eterno.
Assim é feita a minha poesia.

o sentido

Distancia.: Palavra que no dicionário descreve ' a medida da separação de dois pontos. '
Dois pontos: eu e você.
É difícil entender o por que de estamos tão longe e ao mesmo tempo tão perto.
Longe por que a tal distancia separa nossos corpos,
e perto porque a mesma distancia que separa nossos corpos é a que uniu em alma, sentimento e em coração nossas vidas.
Vida.: Palavra que simboliza para muitos um sentido,
e a mesma vida que é sentido para alguns me trouxe você que é, de certa forma, o sentido da vida.
Forma.: Palavra que define muitas coisas e que me faz lembrar de algo que desejo; seu sorriso.
Desejo por que a maldita distancia que separa nossos corpos, machuca-me e sempre faz meu coração, em vida, acelerar e muitas vezes sem um sentido.
Mas o sentido é rapidamente encontrado quando penso no meu desejo e sua imagem me vem como a forma mais perfeita desse mundo; sorridente.
E ai eu desejo, desejo que Deus, em um de seus dias de milagres, me deixe ao menos te ter sorrindo frente a meus olhos e a distancia não mais existirá, mas todos os outros pontos encontraram seu sentido.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Inquietação

Sentada em minha mesa, durante a prova de física, sinto que a inspiração esta presente. Pego meu lápis e no exato momento disserto a minha façanha...

Raphael
Raphael é o nome dele,
O nome do homem que me fez enfim, sentir-me completa.
Raphael
Raphael é o nome dele,
No meio da multidão me encontro só, completamente só,
Inquieta no abismo dos meus sentimentos mais profundos
E lá esta, a chave para a minha escapatória...
A poucos metros de distância;
Aquele que poderá me tirar da insanidade.
Raphael
Raphael é o nome dele,
Com sua camiseta de raios coloridos
Seu sorriso me gela e seu toque me bambeia as pernas
E faz pesar a respiração.
Sentir seu suave hálito no meu ouvido
Cantando melodias intensas me faz sentir revigorada,
Nova novamente.
E no final da noite lembrando de seus olhos
Melódicos e dóceis me fazem questionar:
Tudo não passou de um sonho?
Pois não queria acordar.

Faço-me incrédula do acontecimento, uma maré de emoções por pouco não transborda.
Vou até meu professor na esperança de que atinja a ele, meus sentimentos se espremem e então a resposta:
Ele aponta o dedo no papel mostrando o nome do meu salvador e pergunta – Ele existe? – Sim – eu digo – Isso realmente aconteceu? – eu respondo – Aconteceu.
Angústia em meus olhos.
- Então se sinta privilegiada, que bom que esta feliz... Pois parece um sonho, um sonho bom!
E eu então concordei, vontade de chorar não me faltava, mas tal intensidade provavelmente me faria soluçar;
Mas como seria um sonho? Foi tão intenso, tão real que não posso acreditar que tudo aconteceu em apenas 24 h. Foi algo tão impactante que gravou a sua imagem em um local onde não se pode atingir, apagar... E eu nem quero também, quero que dure que seja eterno. Algo nosso, do nosso mundo, no formato do nosso jeito, há nossa imagem.
Raphael
Raphael é o nome dele.