Durante todo o tempo, havia uma preocupação, ou, para ser mais exata, uma paranoia Talvez eu tenha reagido, seria o mais apropriado. Meus olhos escorriam depressa, constantemente. Ela brigava e reclamava comigo a todo tempo. E ela seria quem? Não ousaria dizer seu nome, porém belo e fácil de pronunciar, não sou capaz de dizê-lo.
De bom grado, se eu pedisse, ela diria coisas terríveis a mim, coisas tolas para ela, mas com grande importância para meus ouvidos e meu coração.
Da janela posso observar uma multidão, gritos e ferimentos são típicos neste dia. Na multidão: tumulto. Porém, faria de tudo para organizar um dia desses para ela, talvez assim, ela me notasse.
Saio da biblioteca, percorro o corredor e cruzo rapidamente a monstruosa porta da entrada. Como meu típico hábito, detive-me durante um momento nos degraus, observando a multidão passar e se espremer na rua. Levantei-me devagar quando ela passou por mim, no meio. A multidão simplesmente desapareceu, estávamos só nós duas, pela primeira vez.
- Doce melodia que invade meus olhos, tome posse de meus bens e fique contigo meu coração, não precisarei dele ao estar contigo. Afugentada na beleza de sua face, estou. – Sussurrei comigo mesma, meu não teria coragem de chegar até ela.
Ela parou o festival e levantou-se, era costume levar alguém até ela. Ela passou os olhos rápido pela multidão, não pôde me notar. Virei-me devagar e subi as escadas, ao entrar, poupei-me a dar uma última olhada. Entrei.
Subi as escadas rapidamente, ignorando os objetos que deixei cair, ao observar da janela, ela estava com uma bela moça ao lado dela, elas conversavam e riam. Realmente a perdi.
Uma última olhada e iria dormir, não aguentava ver a minha perfeita e doce menina almejar outros lábios. Fui dormir, deitei-me na cama, fechei as janelas com força e dei-me ao trabalho de fechar meus olhos.
Ao acordar na manhã, a rua estava suja, confetes espalhados e homens lá de baixo varrendo-a. Nesta manhã, ao horizonte, a cidade estava coberta de uma neblina amarela, que afagava os telhados.
Desci e peguei a correspondência, joguei as cartas no chão e com uma xícara de café na mão li o jornal. Logo na primeira página, seu rosto junto do daquela mulher. De imediato percebi uma sensação de vazio em meus pés. Alguma coisa travou minha garganta. Eu tremi. Joguei o jornal contra a parede. Mais forte do que o esperado. Abaixei meu rosto e pensei: Dessa vez, a sensação foi a da pior das traições, ela me traiu, me traiu. – A raiva cintilante era desanimadora, aumentou a dor, a ponto de me fazer precisar enxugar as lágrimas dos olhos, com a ponta dos dedos.
- A brutalidade fatal, fui ofendida pelos atos dela, e se ligasse, seria ofendida pelas suas palavras. – Disse a mim mesma, gemendo. Caminhei até o quarto.
Dei um sorriso fraco, inútil, na frente do espelho.
- A dor, o impacto vicia. O último golpe e a última frase foram dela. Seria deselegante banalizar a situação, ou dar de ombros. Está aqui a rejeição final!
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