domingo, 15 de agosto de 2010

together .

Teu cheiro penetrou minhas narinas, rasgando-as com a dor da saudade que eu sentia de ti. Teu olhar corrompia-me a alma de criança e causava um calor que ardia em cada parte do meu corpo. Desejo. A forma como você me abraçou, aparentemente inocente, fez-me querer tomar teus lábios em direção aos meus e colar teus braços em volta do meu corpo. Pois tudo o que eu queria naquele momento era possuir-te, E queria demasiadamente ser possuída por ti. Queria que nos amássemos desesperadamente até que a última fagulha se apagasse, a última gota de desejo fosse gasta e fissurada. Eu queria amar-te duma forma tão pecaminosamente prazerosa que seríamos expulsos pelo purgatório por tamanhos pecados.Eu desejava que nossos corpos se esfregassem, comprimissem, se apertassem um contra o outro até se tornarem um só. Por que de alma já éramos uma só, ambas se completando e tornando obsoleto tudo o que viesse antes de nossa fusão. Eu sentia teu sangue palpitando sob a pele, e o coração pulsando sob o peito. E a alma... Ah! Eu podia ver tua alma sob teu corpo, eu podia senti-la. Ela não possuía cor, forma ou cheiro definidos, mas era tão você, que era nós, que era tudo. Era todas as coisas que conheci em minha vida. Era o universo. Era tua alma e a minha numa eterna valsa que nunca se acabaria, pois o tempo não existe mais, nunca nem começara a existir ainda... Éramos tudo, éramos nada, éramos todo o universo em absoluto. Éramos Deus, éramos nós... E tudo o que podia sentir era que nós nunca mais deixaríamos de estar ali. Juntos....– Mas, nossa! Já é tarde! Você tem de ir embora! Me dê apenas um outro eterno beijo de despedida, se apresse. Amanhã na mesma hora, sem demora. Não sei se aguentarei mais um dia inteiro sem ter-lhe no mundo nosso de infinito...

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