Ah, e eu quero a morte.
Quero-a por ser menos dolorosa, por ser calma e esplendida.
Quero-a por não ser tão angelical e nem tão perversa.
A quero como te quero bem, no então também não quero tanto assim.
Se ela também me quisesse talvez não houvesse tal exatidão, for tão exato assim me assusta me assombra os mais profundos dos meus leitos passados.
Os pelos de meu braço se arrepiam causando total paralisia das emoções, a que permanece é a plena frieza, o não-emotivo, o não expresso.
Aquilo que não vejo já não me assusta, por isso a quero. Por não ter sido vista e nem sentida tanto quanto pelos fortes como também pelos fracos;
Sois tão cautelosas, não comete erros em suas escolhas, apenas leva o que já não é nosso. Alma. Fria. Quieta, tão silenciosa quanto às folhas secas de um outono passado.
Vagando por ai ela, a morte, pode ser expressa por um espírito que vaga, com uma capa preta de capuz e uma foice em mãos. Ou pode-se caracterizá-la como uma pessoa comum que vem até nós no intuito de aliviar a aflição.
Prefiro, pessoalmente, a segunda opção, entre as escolhas já feitas (e as não feitas) escolho aquela que esta “entre”, esta ali... Disposta a ser vista, ouvida, escolhida.
Aquela que posso voltar atrás e catar pelas pedras do caminho já percorrido.
Ah, eu a quero.
Quero por ser límpida.
Por ser tão imensa, e tão cubículo ao mesmo.
Ah quero por simples pose, mesmo que não seja de ninguém, e nós sermos dela tanto quanto A+B=AB.
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