“O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?” Clarice Lispector.
Estou abandonando tudo. Quebrando as promessas que foram feitas, deixando tudo para trás. Porque agora, nada mais importa.Já fiz as malas e escrevi um bilhete de despedida. Saí enquanto todos estavam dormindo. Na rua estava demasiado frio, mas agora eu nada mais sentia. Nem mesmo o vento a chicotear meu rosto. Nem uma dor restara para contar história, nem uma lembrança para fazer-me lembrar do que eu vivera.Eu já não mais aguentava a vida que levava. Aliás, a vida era só mais um item escrito na lista da minha rotina. Viver. Mal sabia o que era realmente viver, mas mesmo assim, sabia que vivia. E por isso, tornara-se monótono viver apenas por saber que se vive. Eu precisava experimentar, saborear a vida. Mas mais do que tudo, eu precisava saber o que realmente era viver. Queria entender, e em seguida pôr em prática.Viver por saber como e por que se vive. Viver, não só por saber que vivo, mas sim porque desejo viver. E o desejo profundamente.
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