quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Da solidão ao fogo
Nos vemos com olhos de quem não quer ver E as mãos que se movem, sem força que segure. Não, não há controle.É quase frio, nossos corpos internos estão quase quentes pelo roçar de um n'outro do aqui fora. Será assim? Quando não se quer,mas os fatos obrigam um querer mais forte... que afunda no corpo e perde-se em campos confusos e desajeitados de quem suspira fundo por toques mais leves. O bico do seio que de rigidez pela pele fria, toca em companhia todos os dedos das mãos. E as pernas entrelaçam, as línguas brigam e os ares circulam como antes, não. Agito. Agitam-se todas as coisas impossíveis, no toque mais fundo e possível humano.Penetra entre campos aquela força quase insana, que provoca gemidos e gemidos e então . E a respiração ofegante já não se sente mais! Nem ao chão, nem nada. Apenas um corpo alheio arrancando de vez cada gotado gozo guardado até hoje. E vendo a pureza esvair-se,com as mãos acalma os seioscomo se fosse ao coração. Porém, o prazer já não é mais algo incomume detestável. É uma necessidade térmica. De um dentro d'outro. De um grito, de um gemido, de um suspiro e caem-se quente os corpos noturnos. Foi um teste, apenas.
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