Seu corpo se foi, depositei meus lábios no dele que permanecia gélido, as lágrimas já rolavam pelo meu rosto por muitas horas, uma mão em meu ombro, uma mão quente, o dono daquela mão, falou algo, porém eu não escutava ninguém, eu não estava escutando os batimentos que me mantiam viva. Eu prometi, tentar ser feliz. Mas como? Ele se foi, ele me deixou, mesmo prometendo ficar comigo para sempre. O cachão estava se fechando, o rosto dele seria apagado da minha vida, eu não queria deixa-lo meus dedos permaneceram firmes naquele cachão branco, me seguraram, e ele se foi completamente, no lugar do corpo, só sobrou uma lápide, com o seu nome, o dia do seu aniversário e o dia de sua morte. Cumpri minha promessa, todos os dias desde a sua partida, ia o ver, falava como estava sendo difícil para mim, lamentava para ele todas as minhas dores, depois de um tempo, eu estava feliz de novo, contei para ele do dia do meu casamento, parecia que algum animal estava sendo ferido, o céu escureceu, a tempestade ficou forte, como se ele estivesse chorando, tola , não percebi na hora que eu o deixei mal, perturbei sua paz.
O tão sonhado dia, estava tudo perfeito, eu disse sim, prometi amar o novo homem que entrou em minha vida, e esqueci aquele que se foi, nunca mais fui ve-lo, passou-se 65 anos…
Aonde eu estava? Fui para o céu? Olhei para baixo meu corpo estava sem vida, todos choravam em minha volta. Então uma mão pousou em meu ombro, olhei para o lado e ele estava intacto, estava triste, as asas dele eram perfeitas. A voz, parecia um canto dos mais belos pássaros, o rosto! Ah o rosto! Prometi te amar, prometi esta ao seu lado para o resto de sua vida, mesmo quando você quebrou a sua promessa, manti a minha, não te amei pelo resto de sua vida, eu continuo te amando, agora, amanha, e sempre, mesmo com seus cabelos grisalhos, suas rugas, cada centímetro de sua pele ainda amo.
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